Se a passagem aumentar, a cidade vai parar.
A passagem aumentou, mas a cidade não parou.
Se a passagem aumentar, a cidade vai parar.
A passagem aumentou, mas a cidade não parou.
Questionar tudo!
O fato do momento é a piada do Rafinha Bastos no programa CQC, no qual falou que “comeria” a Wanessa Camargo e seu bebê, por ela estar linda na fase atual de vida. Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=BAV7pm_UYxk&feature=aso
Uma piada – infeliz ou não – vinda de um humorista (humor, piadista, engraçadinho ou não; não é sério, ele não vai cometer as atrocidades e bobagens que fala) causou um estardalhaço na nação. A Band afastou o apresentador que sabe ser sério quando precisa (quem assiste ao programa A Liga percebe do potencial jornalístico do Rafinha e de toda a equipe) e que satiriza tudo e todos no programa Custe o Que Custar.
Custou pra ele o afastamento do programa sem tempo determinado. Quando Boris Casoy falou mal dos garis, uma profissão digna, e que não tem e nunca terão um contato próximo com o apresentador, a emissora apenas pediu para ele pedir desculpas no ar.
O paradoxo
Uma piada com uma celebridade e seu filho revoltou uma nação. As pessoas se mobilizaram de todas as formas, os anunciantes e parceiros da emissora mostraram-se contrários e ofendidos, até mesmo o companheiro de bancada de Rafinha, Marco Luque, emitiu uma nota posicionando-se contra o parceiro de programa e o teor da piada. Ok, discutível o nível da piada.
Ao mesmo tempo, os fãs de Rafinha clamam pelo retorno do humorista ao programa nas redes sociais.
Porém quando o assunto é denunciar, protestar e tentar acabar com a corrupção do país; quando é necessário fiscalizar os políticos e o andamento dos órgãos públicos da nação; quando a justiça tem que ser feita para quem de fato a merece; quando se precisa de segurança e de direitos humanos para “humanos direitos” e que algo precisa ser modificado na Constituição Nacional para acabar com a injustiça de punir os inocentes (aqueles que eventualmente protestam, por exemplo) e, principalmente, facilitar pra quem é ladrão ou assassino – nesses casos, não há mobilização, não há revolta, não há #hashtag que comova uma nação.
Parece que esse tipo de situação extrema e realmente revoltante precisa acontecer contra celebridades e sub-celebridades para as pessoas se revoltarem e pedirem providências.
Em tempo: Quem me segue no Twitter viu que eu postei algo com a hashtag #voltarafinha – foi uma demonstração de humor e ironia. Não há hipocrisia; não prezo o retorno do Rafinha ao CQC porque nem tenho mais tempo pra assistir ao programa, apesar de gostar do trabalho dele. Grato.
Mudo constantemente.
Prometo que vou mudar, e mudo.
No primeiro dia, mostro que mudei.
No segundo, mantenho a palavra.
Talvez no terceiro ainda mostro que estou diferente.
Mas logo me canso e torno a mudar.
Volto para o que já era.
Por que você não está vivendo seu sonho?
Nunca optei por ter uma vida fácil. Sempre busquei ver um significado em tudo. Não quero uma vida vazia. Então, deixe que tenha uma vida como quero.
Fácil ou não, bom ou ruim, tanto faz. Quero é saber que fui mais além.
Hoje chove, as pessoas acham bom e dizem que amam a chuva.
Nunca vi amar algo e se manter longe do que é amado.
Mas é isso que fazem com a chuva, salvo no verão quando as pessoas realmente se molham nela.
Quem sai no inverno pra rua sem se proteger? Quantos tomam banho de chuva?
Então, como amá-la?
É bom pra ficar em casa? Sim, porque é ruim ter que sair de casa, se molhar e ganhar uma gripe. Acho que, na verdade, ela só é usada como desculpa pra deixar a preguiça imperar, ter um motivo pra não sair de casa.
Mas amam a chuva.
Se a vida fosse justa, não a comparariam a um jogo.
(E eu tento torná-la uma crônica)
Quando você é criança e se queixa pra um adolescente da dor causada por cair ou nascer um dente, possivelmente a resposta seja “não reclama, tu não sabe o que é dor”. É bem provável que venha alguma reclamação do adolescente em relação a dor.
Quando você é adolescente e se queixa da rotina de estudos ou trabalho pros seus pais, recebe como resposta algo como “isso não é nada, tu ainda tá só começando, nem tem pressão ainda”.
Quando você é adulto e se queixa de problemas pessoais junto de muito trabalho, você é menosprezado, afinal você está ali pra trabalhar pra ele. O que ele quer é produtividade. Problemas? Ele já tem muitos pra resolver.
E quando esse chefe chega na casa de seus pais e queixa-se da rotina incessante de trabalho, do desempenho dos filhos na escola, entre outras coisas, e “como alento” ouve: “Ah, meu filho, no meu tempo a gente não tinha tanta coisa que vocês têm, era tudo mais difícil, a gente trabalhava desde pequeno…”
A vida em 1ª pessoa é sempre fácil. Difícil é a vida de terceiros, a vida de quem ouve as tuas reclamações.
E aquele que só escuta, vai reclamar pra quem? Pro Bispo?
Se a grama do vizinho é sempre mais verde, a vida de quem ouve queixas é sempre pior. Nem tente comparar…
A ânsia jornalística me deprime, ainda mais quando ocorre com jornais ou escritores consagrados. Não se trata de um profissional iniciante, realmente ansioso por noticiar primeiro e assim ganhar algum reconhecimento por informar algo de valor (e, obviamente, que seja verdade) ou de um veículo buscando ascensão e reconhecimento ao noticiar um furo de reportagem ou algo revelador.
Deixo claro que não tenho nada contra o Grupo RBS nem contra os seus veículos de comunicação, mas ultimamente a ansiedade tem contaminado às redações esportivas do grupo. Detenho-me a levantar os fatos ocorridos no setor esportivo apenas, sem condenar a entidade como um todo, apenas chamar a atenção de que chega a ser falta de respeito comunicar fatos (nesse caso, hipóteses) sem confirmá-los.
No começo desse ano, o mais gritante de todos: David Coimbra afirma que “Ronaldinho Gaúcho já é do Grêmio”. Pra quem não lembra, eis o link: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2011/01/07/ronaldinho-ja-e-do-gremio/?topo=13,1,1,,,2
Encerra o post afirmando: “Mas já está certo: Ronaldinho jogará no Grêmio nos próximos quatro anos”.
No dia 30 de junho, foi a vez do Luiz Zini Pires afirmar sem profundo conhecimento. Dessa vez, a confirmação era de que “Cuca é o novo técnico do Grêmio”, conforme post em: http://wp.clicrbs.com.br/boladividida/2011/06/30/cuca/?topo=13,1,1,,,2 – a partir daí, a disseminação dessa informação se espalhou por diversos profissionais do jornalismo esportivo de variados veículos.
Quem leu a ZH de hoje novamente se deparou com a tentativa de noticiar primeiro, ao comunicar que o ex-goleiro do Inter, André Döring, seria o novo auxiliar técnico de Paulo Roberto Falcão. Link da matéria: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3375224.xml&template=3898.dwt&edition=17457§ion=1036
Imagem da página escaneada:

Matéria confirma André Döring como auxiliar técnico. Horas depois, o clube contrata Osmar Loss para a função
Ainda na edição do dia de hoje (04/07/2011), na página ao lado, um erro de edição / revisão me chamou atenção. Estava conferindo os dados levantados pelo Cleber Grabauska e, abaixo da assinatura, o e-mail do profissional consta como “aasdsdasd@zerohora.com.br”. Veja a imagem abaixo:
O “nonono” da edição até passou despercebido.
Bueno, acho que deveria haver uma fiscalização melhor e maior seriedade ao exercer a profissão. Errar é humano, mas são fatos que ocorreram com alguma frequência nesse ano.
Meus colegas de PUCRS vão dizer que o Schroder encarnou em mim, haha, mas não tiro a razão dele ao estar atento a tudo e a todos, corrigindo e exigindo profissionalismo. Se não for assim, o jornalismo fica