07
dez
11

Pessoas que mudam

Escrevi essa crônica com o título original de “Hoje eu vou escrever um… Ah, nem vou mais” para um trabalho de aula da cadeira de Texto em Jornalismo Gráfico cuja ordem era escrever uma crônica para um jornal. O texto foi finalizado no dia 05/11 para ser entregue no dia 07/11. Publico-a na íntegra logo abaixo:

Hoje eu vou escrever um… Ah, nem vou mais!

 

Alysson Freitas Mainieri

Já pensou se você resolvesse abrir essa página e estivesse muito a fim de ler um texto de autoria desse que vos escreve e, subitamente, não vê mais esse espaço, sem qualquer explicação? E se, simplesmente, algumas horas ou dias depois descobrisse que, de uma hora para a outra, esse escritor teria desistido da profissão e da escrita, qual seria a sua reação? A minha certamente seria não compreender.

Mudanças súbitas, decisões, “re-decisões”, indecisões, troca e destroca, gostos e desgostos – incompreensível! Como é possível constantemente mudar de opinião, emprego, curso, namorado ou namorada, automóvel, gosto musical, estilo? Não sou a pessoa mais bem resolvida no mundo, nem acredito que exista alguém que não mude de opinião ou desfaça algo em curto espaço de tempo após realizado, mas isso deve ser exceção na vida.

Uma vida pautada por mudanças e “desmudanças” é uma vida constantemente marcada por pessoas e acontecimentos sem valor, são marcas superficiais. Comparo-as a marcas de cigarro na pele – algo feio e pequeno – mas que, em excesso, é capaz de cobrir toda uma personalidade e torná-la irreconhecível para diferentes pessoas de tempos em tempos, pois, quando for lembrada por uma de suas “marcas”, ela já vai ter modificado novamente.

Esse jeito de ser (ou não ser) pode afetar todas as classes sociais, raças, crenças, idades e qualquer povo ao redor do mundo. Nem mesmo as celebridades escapam. Um exemplo no cenário esportivo são as “pausas” nas aposentadorias dos alemães Michael Schumacher, anunciada no final de 2009, para voltar às pistas da Fórmula 1, ou do goleiro Jens Lehmann, nesse ano, quando voltou ao Arsenal, da Inglaterra.

Mas o mais curioso é quando isso – supostamente – envolve um sentimento. É possível alguém amar e “desamar” em pouco tempo? E casar e separar em 3 dias? Para Kim Kardashian, é. Em apenas 72 dias junto com o jogador da NBA Kris Humphries, resolveram se casar e, 3 dias após o casamento, separaram-se. Há quem diga que foi um golpe de marketing. A mim, pouco importa. O que não tem como entender é como se vive de troca-troca e indecisão. Ou será que tem? Ah, esqueçam o que eu escrevi.


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