25
jan
12

Guri novo de viagem internacional

No momento, nada me importa, exceto a mudança de Ask Agent para Boarding”na tela de Partidas/Departures e com o número do devido portão de acesso à aeronave. O inglês de diversas bandas em primeiro plano, mas como plano de fundo auditivo, diferentes línguas e culturas ofuscadas ao natural por se tratar de centenas de pessoas em um mesmo lugar, com destinos diferentes. Em comum, apenas a espera pelo embarque em seu respectivo avião.

“Vamos adiantar o voo que seria o PU 17x para o PU 174 que parte às 17:55, pode se encaminhar ao setor de embarque a partir das 17:30”. Ok. Capaz que ia ser assim, bom demais chegar antes do começo da madrugada no Brasil.
Não sei o que acontece, mas muitos voos estão na mesma situação, porém o que eu aguardo foi avisado há pouco pelos alto-falantes que está “Inapto”. Inapto nada! Se tá inapto é melhor nem partir com essa nave.

Enquanto isso, why don’t you ask your flight agency? Porque já estamos “na boca do túnel” e olhar pra tela de departures só dá um sentimento de ansiedade ainda maior. Talvez seja só em mim, porque muitos voarão a negócios, outros não querem voltar pra casa, outros querem mais é gastar muitos dólares no Free Shop do embarque internacional. Eu também gastaria, mas peso argentino vale tanto quanto um papel higiênico usado. Se as cifras que me restaram fossem “traduzidas” na íntegra para o Real, quedariame satisfeito, pero no és así.

O que surpreende no Aeroparque é que se tenha que comprar um cartão para saber a senha da rede wi-fi. Muita mesquinharia. Acho que nem no Brasil é cobrada uma taxa para se ter acesso à internet nos aeroportos, mas enfim. Pelo menos em Montevideo o esquema é livre (de repente até posto de lá isso que escrevi).

Às 18:39, horário de Buenos Aires, muda o letreiro do voo para delayed. Ah é que tá atrasado? Daqui a pouco  chega o horário do meu retorno de origem (19:30 locais) e eu quedome aqui. Só o que falta, pois está marcada para às 20h a chegada da aeronave. Aí me caem os butiás dos bolsos.

Queria muito saber a temperatura nas calles de Buenos Aires, porque aqui nesse salão parece estar uns 15ºC, ou eu desaprendi o que é frio – vivendo em Porto Alegre e passando uma semana em Buenos Aires, com calor semelhante, é possível que isso tenha ocorrido.

Uma fome infernal, e tudo o que tenho pra comer são alfajores, alguns dos quais eu pretendo passar adiante. Mas, se seguir do jeito que tá, vai ser difícil não comê-los.

A música sempre se faz presente. Escuto Tell Me Baby, do Red Hot Chili Peppers, e o Anthony Kiedis pergunta Where you come from and where you want to go this time on?. Ao término dessa faixa, no modo aleatório, começa Cute Machines, do Scars On Broadway, e o Daron, incessantemente, diz Go, go, go, go, go! Por mim, eu ia mesmo, mas essa cute flying machine não chega nunca.

(No fim, adiantaram um voo, mas, na verdade, acabou atrasando o previsto. Muito bom).

07
dez
11

Pessoas que mudam

Escrevi essa crônica com o título original de “Hoje eu vou escrever um… Ah, nem vou mais” para um trabalho de aula da cadeira de Texto em Jornalismo Gráfico cuja ordem era escrever uma crônica para um jornal. O texto foi finalizado no dia 05/11 para ser entregue no dia 07/11. Publico-a na íntegra logo abaixo:

Hoje eu vou escrever um… Ah, nem vou mais!

 

Alysson Freitas Mainieri

Já pensou se você resolvesse abrir essa página e estivesse muito a fim de ler um texto de autoria desse que vos escreve e, subitamente, não vê mais esse espaço, sem qualquer explicação? E se, simplesmente, algumas horas ou dias depois descobrisse que, de uma hora para a outra, esse escritor teria desistido da profissão e da escrita, qual seria a sua reação? A minha certamente seria não compreender.

Mudanças súbitas, decisões, “re-decisões”, indecisões, troca e destroca, gostos e desgostos – incompreensível! Como é possível constantemente mudar de opinião, emprego, curso, namorado ou namorada, automóvel, gosto musical, estilo? Não sou a pessoa mais bem resolvida no mundo, nem acredito que exista alguém que não mude de opinião ou desfaça algo em curto espaço de tempo após realizado, mas isso deve ser exceção na vida.

Uma vida pautada por mudanças e “desmudanças” é uma vida constantemente marcada por pessoas e acontecimentos sem valor, são marcas superficiais. Comparo-as a marcas de cigarro na pele – algo feio e pequeno – mas que, em excesso, é capaz de cobrir toda uma personalidade e torná-la irreconhecível para diferentes pessoas de tempos em tempos, pois, quando for lembrada por uma de suas “marcas”, ela já vai ter modificado novamente.

Esse jeito de ser (ou não ser) pode afetar todas as classes sociais, raças, crenças, idades e qualquer povo ao redor do mundo. Nem mesmo as celebridades escapam. Um exemplo no cenário esportivo são as “pausas” nas aposentadorias dos alemães Michael Schumacher, anunciada no final de 2009, para voltar às pistas da Fórmula 1, ou do goleiro Jens Lehmann, nesse ano, quando voltou ao Arsenal, da Inglaterra.

Mas o mais curioso é quando isso – supostamente – envolve um sentimento. É possível alguém amar e “desamar” em pouco tempo? E casar e separar em 3 dias? Para Kim Kardashian, é. Em apenas 72 dias junto com o jogador da NBA Kris Humphries, resolveram se casar e, 3 dias após o casamento, separaram-se. Há quem diga que foi um golpe de marketing. A mim, pouco importa. O que não tem como entender é como se vive de troca-troca e indecisão. Ou será que tem? Ah, esqueçam o que eu escrevi.

16
nov
11

Vamos voltar a fazer a porra do nosso trabalho!

Hoje passei boa parte da manhã trabalhando ao som do show completo do System Of A Down no Rock In Rio. Uma nostalgia só.

Relembrei esse discurso logo abaixo do Serj antes de Holy Mountains. É algo que deveria ser prestado atenção por todas as sociedades, mas, em especial, pelos governantes e todos aqueles que tem em mãos o poder de decisão para mudar a vida da população, seja ela municipal, estadual, nacional ou mundial.

“Rio! Rio, vocês estão comigo? Vocês estão com o System of a Down? O século XX foi atormentado por duas Guerras Mundiais, genocídio, a matança do meio ambiente e destruição de nosso ecossistema. É, o homem pensa que é bem esperto ao ser capaz de desenvolver todas essas máquinas para que possamos destruir. Nós somos os animais mais burros da porra desse planeta! Todas as vezes que vocês olharem no espelho, vocês podem dizer duas coisas: 1) somos a luz e o espírito, parte do espírito que se move através de todas as cosias e 2) somos os seres mais burros desse planeta. Ambos somos nós. Yin e Yang. Dicotomia, meus amigos. Há um modo de resolver esse problema: descer ao chão, pegar algumas plantas, colocá-las no seu nariz e ser parte da Terra, porque sem a Terra nós estamos mortos. Sem nosso ecossistema vamos morrer! Somos maníacos genocidas de nosso planeta e nossa própria destruição! Ainda assim, ao mesmo tempo… estamos redimidos. Somos a redenção. Somos os cuidadores originais da Mãe Terra. Vamos voltar a fazer a porra do nosso trabalho”.

 

Tradução: Lika Tankian, do siteofadown.com

03
nov
11

Embaralhais

De Alysson Mainieri e Bibiana Dihl

Dê-me o baralho

Diz a fanática

Do trovador ao astuto

E o jogador compulsivo

Mas o moleque e o aprendiz

Da carteada rotineira

Dizem todos os dias

Acaba logo, negada

Que amanhã eu trabalho

 

18
out
11

Ahora

Se não for agora, então será quando?

A hora é agora

09
out
11

Frases de rua #3

Se a passagem aumentar, a cidade vai parar.

A passagem aumentou, mas a cidade não parou.

05
out
11

Frases de rua #2

Questionar tudo!

04
out
11

Brasil – Um paradoxo para todos

O fato do momento é a piada do Rafinha Bastos no programa CQC, no qual falou que “comeria” a Wanessa Camargo e seu bebê, por ela estar linda na fase atual de vida. Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=BAV7pm_UYxk&feature=aso

Uma piada – infeliz ou não – vinda de um humorista (humor, piadista, engraçadinho ou não; não é sério, ele não vai cometer as atrocidades e bobagens que fala) causou um estardalhaço na nação. A Band afastou o apresentador que sabe ser sério quando precisa (quem assiste ao programa A Liga percebe do potencial jornalístico do Rafinha e de toda a equipe) e que satiriza tudo e todos no programa Custe o Que Custar.

Custou pra ele o afastamento do programa sem tempo determinado. Quando Boris Casoy falou mal dos garis, uma profissão digna, e que não tem e nunca terão um contato próximo com o apresentador, a emissora apenas pediu para ele pedir desculpas no ar.

O paradoxo

Uma piada com uma celebridade e seu filho revoltou uma nação. As pessoas se mobilizaram de todas as formas, os anunciantes e parceiros da emissora mostraram-se contrários e ofendidos, até mesmo o companheiro de bancada de Rafinha, Marco Luque, emitiu uma nota posicionando-se contra o parceiro de programa e o teor da piada. Ok, discutível o nível da piada.

Ao mesmo tempo, os fãs de Rafinha clamam pelo retorno do humorista ao programa nas redes sociais.

Porém quando o assunto é denunciar, protestar e tentar acabar com a corrupção do país; quando é necessário fiscalizar os políticos e o andamento dos órgãos públicos da nação; quando a justiça tem que ser feita para quem de fato a merece; quando se precisa de segurança e de direitos humanos para “humanos direitos” e que algo precisa ser modificado na Constituição Nacional para acabar com a injustiça de punir os inocentes (aqueles que eventualmente protestam, por exemplo) e, principalmente, facilitar pra quem é ladrão ou assassino – nesses casos, não há mobilização, não há revolta, não há #hashtag que comova uma nação.

Parece que esse tipo de situação extrema e realmente revoltante precisa acontecer contra celebridades e sub-celebridades para as pessoas se revoltarem e pedirem providências.

 

Em tempo: Quem me segue no Twitter viu que eu postei algo com a hashtag #voltarafinha – foi uma demonstração de humor e ironia. Não há hipocrisia; não prezo o retorno do Rafinha ao CQC porque nem tenho mais tempo pra assistir ao programa, apesar de gostar do trabalho dele. Grato.

 

14
set
11

Preguiçoso

Mudo constantemente.
Prometo que vou mudar, e mudo.
No primeiro dia, mostro que mudei.
No segundo, mantenho a palavra.
Talvez no terceiro ainda mostro que estou diferente.
Mas logo me canso e torno a mudar.
Volto para o que já era.

12
set
11

Frases de Rua #1

Por que você não está vivendo seu sonho?




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